A MINHA LIBERDADE
A minha liberdade advėm da pureza
Advėm do meu espirito, do meu intelecto
Que ė a minha verdadeira riqueza
Eximir obrigações e rendições ė meu acto
Um tacto inacto por obrar
Porque em liberdade serei decifrado
No mundo do amanhã a lavrar
E em liberdade eu serei amado
Porque terei algo por dizer, amável
Ascendente ,inсisivo, insobornável !
Minha liberdade ė uma vital semente
Que meus seguidores lavrarāo na mente
Porque jamais se renderão
Então virá a verdadeira liberdade
E a vida não passará em vão
Cultivaremos a moçambicanidade
Nas lindas cores da nossa bandeira
Crescerá uma liberdade verdadeira
No verde dos nossos campos viveremos
E do nosso indico nos alimentaremos
Várias folhas perenes passarāo no calendário
E a liberdade cairá como condena
Nas capacidades cognocitivas virá algo lendário
Veremos a luz do sól que luz e mena
E teremos distinções e certames da vida
Liberdade de este espírito e da mente tida
Liberdade como recurso a escolher
Porque ė fruto da alma por colher
ALSICO
In Atravessia
A VÓZ DA RAZÃO
Esta vóz é artéria do meu coração
Nasce com o sól é materia da razão
Esta vóz é memória contra os tempos
Da blasfémia hedionda em África
Esta vóz é centro da razão
Acende a chama no brasão
Para plantar o amanha felíz
Na Somalia, em Angola em trévas
Esta vóz grita nua em Ruanda
E na cidade escura de Luanda
Ensina a gente a ouvir a razão
De tantos irmãos sacrificados
Esta vóz late na trincheira da guerra
Na história por escrever sobre a terra
Ensaguentada, saqueada e espoliada
Esta vóz grita no matorral e na estrada
Esta vóz chora por vós
No Burundi terra imundi
No Zaire,no Congo por vós
Por vós no Bissau e no Sudão
África escuta a vóz da razão
Na esperança da luz Moçambique
Onde velas lúcidas aquecem a razão
Da paz que no ar cresce e aquece
Esta vóz levanta no norte e ao redor da morte
Na utopía da Etiópia e na inocência da sua sorte
Cadáveres e outra vez cadáveres
Hutos e Tutsis genocidio de nazís
Levanta-te África vóz da razão
Levanta-te meu sonho na Libéria
Páz a Serra Leoa terra do leão
Tua terra tranquilidade e alegria
Olhos desorbitados choram por tí África
Porque és pánico e és centro de desastre
Por isso levanta-te minha vóz da razão rica
Grita alto minha vóz não cales tu és mestre
Porque neste lápis não te estrangularão
Tu levantarás vivo e clamarás no clarão
Nas brasas falarás linguas sem fronteira
Porque és a razão e nasceste da furia
De tantas vózes apagadas
No borde das desavenças
Das lutas e das porradas
Que são a África semblante
Levanta-te minha vóz e a todos expliques
Somos irmãos e não devemos ser maus
Que vivamos nossa África rica
E escutémos sempre a vóz da rezão
ALSICO
In Atravessia
AMIGO DE CATALUŇA
Amigo mio y afectuoso
repercutor del alma y bondoso
de las lejanias de tu amada espaňa
y de tu legítima tierra cataluňa
Amigo de las entraňas de león
tierra de castaňa y de melón
navegador de vuelos de aviones
y representante de los catalanes
En esos viagenes triunfantes
enamorado de ileales amantes
infieles en su dulce mirar
deshechas,carentes de amor
Amigo mio del hondo de alma
polivalente de tanto talento
emanado de fórmulas en tu calma
de química y de tu aliento
porque tu saber lugar no ocupa
en tu estatura de altura pequeňa
miniatura postura iberica sin culpa
que hables tu lengua,amena latina!
Amigo mio, de mis apuestas
de conquistas sin respuestas
de muchachas rubias esbeltas
para nosotros predilectas
rímalas fuerte y en su cuerpo vivas
porque ellas son frutas, son uvas
que tú las fermentas y las echas
y de su amor te emborrachas
como de vino ébrio de amor
de ellas chupas la miel de la flor
y aprendes el cirilio encantado
porque de ellas estás enamorado
Amigo mio aquí te esperamos
porque de tu risa alegramos
las tejas de nuestras chosas
por verte y por tantas cosas
que rompem el silencio
en los timbres de teléfonos
interdictos de noches de ocio
contigo no estamos solos
ALSICO
In Atravessia
IDIOTAS
Ideias infermas,simbioticas,personificadas e microbióticas
Na tentativa de igualar inferiores a seus superiores
Esperimentos falazes deshumanos,vidas loucas e cómicas
Colapso que todos iremos persolver- nações e poderes
Fustigar Deus e cultivar blasfémias-vandalismo
Esportular fanatismo de terrorismo -comunismo
Abundância-têmpora protagonista, medalhas-Heroimo
Viva,viva ,viva e niguém vive, colera e pauperrismo
Onde tú vais africano,cuidado com o destino
Capitalismo ,comunismo, fanatismo ,idiotismo
Quero tecto, pão e lei de homens reunidos
Nada de Russia e tão pouco de Estados Unidos
Porque ha povos pequenos e grandes
Que querem cultivar a sua cultura
Em liberdade absoluta,não em grádes
Nada de globalização e loucura
Hegemonias e conquistas,subordinar e reinar
Bombardear e matar nada de isto, explosões!
Saquear e roubar-capitalismo na capa de criar
Minha Africa de múltiples sofrimentos, ilusões!
Quero páz quero pão e ocupação
Quero trabalho nada de aliciação
Milhões de corpos descamisados clamam pelo pão
Quero meu povo e minha África nada de ilusão
ALSICO
In atravessia
MAPUTO
Maputo de vozes roucas e cálidas na orilha do índico
De aguaceiros de suor e do rítimo de algo bíblico
Maputo banhado pela luz do crepusculo
De mulheres de fogo no útero carbunculo
Maputo de crianças nas costas a capulana
De mulheres despidas vendedoras de banana
Que impatam tão profundamente como o olor
Olor das flores frescas,do peixe,do calor e suor
Maputo cidade mundo retido no tempo
Onde a sombra da vida se esconde no pó
Das grandes avenidas imperiais
E dos belos rincões do cais
Cais- vozes de barcos que nos despertam
Para a infrutífera jornada empreteira
Das fábricas que no salário nos aldrabam
E do pejoso trabalho do balde e vassoura
Maputo esperanca rítmica irreversivel da páz
E do aquecer da luz que na aurora o sol tráz
Emanado nas ancas das donzelas que dançando atracam
Na marrabenta de sons desafinados de guitarras que rimam
ALSICO
In Atravessia